sábado, 29 de abril de 2017

Ontem vi sua foto e relembrei o amargo sabor da traição.

Mesmo tendo passado tantos anos
Esse tempo passado não levou
Toda mágoa que você me causou
Com promessas e tantos desenganos
E além das lembranças e dos planos
Só restou nossa cama e o colchão
Destruíste tal qual um furação
O amor e carinho que te dei
Ontem vi sua foto e relembrei
O amargo sabor da traição.

Tu sumiste, fiquei sem entender
Não disseste o porquê e o por quem
Só depois descobri que outro alguém
Despertou em você algum prazer
Hoje sofro tentando esquecer
Tanta mágoa e tanta humilhação
Só de Deus tu terás algum perdão
Pois a dor no meu peito só eu sei
Ontem vi sua foto e relembrei
O amargo sabor da traição.

sábado, 22 de abril de 2017

Toda saudade carrega / Um porquê e um por quem.

Dos amigos que passaram
Dos amores que um dia
Trouxeram-nos alegria
Mas depois se acabaram
Dos lábios que se tocaram
Das paixões que fui refém
Do abraço de alguém
Que me amou mas hoje nega
Toda saudade carrega
Um porquê e um por quem.

Mundo Ingrato


Sempre busco agir do jeito certo
Mas quem é que no mundo nunca errou?
Em meus erros, pedi perdão ao mundo
Ele, ingrato, nunca me perdoou
Mesmo sendo tão justo com o mundo
Muitas vezes o mundo me enganou.

Pintura de Deus

Atendendo o clamor do sertanejo
Deus pegou o pincel que tudo pinta
Foi usando esse açude como tela
E a água da chuva como tinta
Tão feliz como se fosse criança
Foi traçando as linhas da esperança
Renovando um cenário adverso
Jogou fora o quadro da estiagem
Colocou no lugar essa paisagem
Pois é Ele o pintor do universo.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Triste cena

Uma cena comum do meu sertão
Só de olhar a tristeza me consome
Vendo o gado morrer de sede e fome
E seu dono sem ter um só tostão
O que arruma dá muito mal pro pão
E ele fica sem ter o que fazer
Entre ver o seu gado a padecer
Ou a fome batendo em sua porta
Mesmo triste prefere a vaca morta
Do que ver os seus filhos sem comer.

Reforma da Previdência

Poema sobre a Reforma da Previdência que declamei  em Sessão Especial na Câmara Municipal de Pocinhos:
Reforma da Previdência
Foi de grego o presente que ganhamos
Dos gravatas que estão lá em Brasília
É preciso ficarmos em vigília
Pra mantermos o que já conquistamos
Se unidos pelo Brasil estamos
Venceremos o ódio e o rancor
Espremendo de vez esse tumor
Que quer nossos direitos retirar
Nosso povo não pode aceitar
A reforma que querem nos propor.

Terceirizam nossa dignidade
Privatizam a nossa esperança
Os avanços ficaram na lembrança
As conquistas ficaram na saudade
E com essa reforma da maldade
Só quem perde é quem é trabalhador
Dessa forma que querem nos impor
Vou morrer e não vou me aposentar
Nosso povo não pode aceitar
A reforma que querem nos impor.

Decepção

Duas coisas nesta vida
Deixam qualquer um perdido
A primeira é confiar
Em alguém e ser traído
A segunda é amar
E não ser correspondido.

sábado, 1 de abril de 2017

Poeta pocinhense ganha seu segundo prêmio nacional de poesia

O poeta Tiago Monteiro, da cidade de Pocinhos-PB, que havia sido premiado em dezembro do ano passado no “Prêmio Poetize 2017”, com o poema “Lição para a vida”, teve o poema “Sobre saudade” selecionado entre os 250 vencedores do “Prêmio Poesia Livre”, da editora Vivara, cujo resultado saiu nesta quarta-feira (22).
O concurso, que teve inscrições abertas de dezembro de 2016 a março de 2017, recebeu 3.203 inscrições, onde apenas 250 foram selecionadas e farão parte da coletânea “Poesia Livre 2017”, da editora Vivara, que será lançado em maio do corrente ano.
“Estou muito feliz com mais essa conquista. Ter um poema publicado em um livro de alcance nacional muito nos honra, além do mais quando é o segundo prêmio em pouco mais de 3 meses. É muito bom saber que sua poesia tem alçado voos tão grandes. O ânimo para continuar escrevendo só aumenta”, comentou Tiago Monteiro.
Tiago Monteiro é cordelista membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba e um incansável lutador em prol da cultura pocinhense. Tem vários cordéis lançados, a exemplo de “O futuro a Deus pertence” e “Minha jumenta Filó”. Seu trabalho pode ser lido no site www.poetatiagomonteiro.com
Confira o poema selecionado:
Sobre saudade
Não há saudade maior
Do que um amor ausente
Dilacera nosso peito
Deixa o coração doente
A saudade é tão ingrata
Que quando a gente não mata
Ela vem e mata a gente.
Machuca velho e menino
Sem dó e sem piedade
Assassina impiedosa
Com traços de crueldade
Triste de quem nesta vida
Carrega essa ferida
Denominada saudade.
Saudade de um amor
Que ficou lá no passado
Da colega da escola
Que eras apaixonado
De quanto tu acordava
Que teu velho pai chamava
Pra ajudar no roçado.
Oh, saudade traiçoeira
Que vive me machucando
Dê um tempo ao meu peito
Venha só de vez em quando
Deixe-me ter alegria
Você vindo todo dia
Vai acabar me matando.